sábado, 9 de agosto de 2008

Tirando dúvidas: Mulher Maravilha.




Sobre a minha matéria do "pato Donald nazista", uma das leitoras assíduas do blog, Jéssica Bem (dona do blog "afasta esse cálice", sobre a Ditadura Militar no Brasil), me fez uma pergunta bastante interessante. Veja:

"imagina dar um soco na cara de Hitler ? aai, ia matar a vontade de muita gente !
realmente, eu nunca tinha reparado que as características do Capitão América se encaixavam nos padrões que Hitler defendia :~
-
eei, e a Mulher-Maravilha ? foi criada por quê ? em homenagem às esposas dos combatentes americanos foi ?

:* "

Resposta:

Bem, ela não foi criada em homenagem às esposas dos combatentes. Foi criada durante a Segunda Grande Guerra, também com a finalidade de "lutar contra nazistas".
Na história, ela foi criada a partir de uma imagem de barro pela rainha das amazonas, Hipólita. Essas amzonas, que vivem na Ilha do Paraíso, no Triângulo das Bermudas, têm grande contato com os deuses do Olimpo. A mulher maravilha tem como missão manter a paz e lutar contra Ares, o deus da Guerra.
O momento em que sua história se relaciona com o nazismo é quando se encontra com um piloto americano que se perde no Triângulo das Bermudas e lhe conta sobre a Segunda Guerra Mundial. Há uma parte de sua história em que ela enfrenta a "mulher maravilha nazista", criada por estes.

Getúlio Vargas, o presidente de duas caras - parte 2



O estado de São Paulo estava revoltado. Tudo porque, após sua derrota na eleição, Getúlio Vargas aplicou um golpe, derrubando a Constituição e as assembléias legislativas. Ele também depôs os governadores de estado, substituindo-os por interventores federais até a criação de uma nova Constituição, que parecia não vir nunca. Estamos falando de dois longos anos! E, além da falta de liberdade, São Paulo não aturou o fato de deixar de ser o centro das atenções que era na República café com leite.
Toda essa insatisfação com o governo de "Getulinho" (assim chamado nos jingles da campanha de 1930, em que perdeu para Júlio Prestes, chamado de "Julinho"), provocou o maior conflito armado do século XX. Tal separação, bastante enaltecida por alguns paulistas com esse desejo, poderia e ainda pode prejudicar o resto do país. Só para ver a gravidade da situação, quase 50% do orçamento arrecadado da antiga CPMF, vinha dos bolsos dos paulistas. Ainda podemos ver esse interesse separatista em algumas comunidades orkutianas.
No início do conflito, os paulistas já estavam cantando vitória, diziam que "ganhariam sem nenhum tiro de fuzil". O motivo dessa grande confiança, era o apoio que teriam do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e do Mato Grosso. Mas, como isso não aconteceu, os paulistas recorreram a fuzis que não eram suficientes nas mãos de seus voluntários, que nem sabiam como manejá-los. Desarmados, os coitados recorriam a míseras armas psicológicas, como a matraca que imitava tiros de metralhadora.
O resultado não poderia ser outro: mais de 800 paulistas foram mortos por nada.

domingo, 20 de julho de 2008

Getúlio Vargas, o presidente de duas caras - parte 1




"Getúlio, um ditador populista". Esta frase, presente no flog de meus colegas do 1C ( http://www.flogao.com/getulio1 ), traduz com bastante eficiência o governo do presidente que teve o mandato mais longo do país (18 anos).Conhecido como pai dos pobres e mãe dos ricos, Getúlio Vargas tem seu nome espalhado em praças, ruas, avenidas, hospitais e escolas de todo o Brasil.
Assumiu o poder da nação através de um golpe, em 1930, contra a detestada República “café com leite”, onde os estados de São Paulo e Minas Gerais controlavam a economia do país. O café representava São Paulo enquanto o leite significava o gado bovino existente em Minas Gerais. Naquela época, havia um revezamento entre Minas e São Paulo no poder (em um mandato, o presidente era paulista e o vice era mineiro, já no outro, o presidente era mineiro e o vice era paulista).
Ao realizar o golpe, o Rio Grande do Sul contou com o apoio da Paraíba e do antigo aliado dos paulistas, Minas Gerais (que havia rompido a aliança com São Paulo porque o mesmo não havia cumprido aquele esquema que lhes falei antes, o revezamento de presidente e vice, ora paulistas ora mineiros).
Getúlio assumiu um governo provisório, onde seria formada uma nova constituição. Tal governo demorou dois anos, muito para um governo provisório. Tanto que os paulistas, revoltados com a demora para a formulação da constituição e com a descentralização da economia, organizaram uma revolta, a qual falarei na próxima postagem...

sábado, 21 de junho de 2008

Propaganda anti-nazista e sua influência no Brasil!


Minha nossa! O que Donal está fazendo com esse uniforme? Ele parecia um pato tão bonzinho. Se você já estava ficando desesperado por ter um nazista como ídolo, pode ir se acalmando. Durante a II Guerra Mundial, produções artísticas com o nazismo como tema eram muito comuns dos dois lados (um o enaltecia e o outro tinha a função de "esculhambar"). A imagem que vemos de Pato Donald faz parte do melhor curta metragem de 1942. Com aproximados 8 min, The Fuehrer's Face (A Face do Fuehrer) mostra a vida de um nazista (no caso, Donald) com direito a rigidez e a longas jornadas de trabalho. Apesar dos Eua criticarem os nazistas pelas incessantes horas de trabalho para a produção de armas, eles exploravam seus trabalhadores da mesma forma. Se quiser assistir o filme, acesse o link: http://br.youtube.com/watch?v=8wwulYlpKLY

A Disney também elaborou mais uma interessante produção: Education for Death (educação para a morte), que mostra a vida de um nazista desde seu nascimento: como registrar seu nome, os livros que lia, as lições aprendidas na escola, etc. Assita o filme em:
http://br.youtube.com/watch?v=4JkX0EpKMK4

E também temos uma pequena cena, esta com Patolino, um agente do Exército americano que tem o objetivo de dar uma martelada em Hitler:
http://br.youtube.com/watch?v=7jmWpdOTPiQ

Os HQ (Hiatórias em Quadrinhos) também têm boas histórias para contar. A começar pelos super-heróis. Há um que foi criado justamente para combater o nazismo: o Capitão América. Sua primeira aparição realiza o sonho de 10 entre dez crianças americanas da década de 1940: dar um soco em Hitler. O curioso é que o Capitão América tem justamente as mesmas características almejadas pelos nazistas: branco, alto, loiro, etc. Mais detalhes no blog de meu amigo Alexandre Gangorra:

http://profalexandregangorra.blogspot.com/2008/06/capito-amrica-e-segunda-guerra.html

E, para terminar os exemplos de propagandas anti-nazistas, temos o filme estrelado pelo cômico Charles Chaplin, O Grande Ditador. Datado de 1940, o filme só chegou ao Brasil na década de 1980 pois seu conteúdo não foi aceito pelo governo de Getúlio Vargas por ridicularizar um regime no qual ele tento admirava. Será nesse estilo que falarei um pouco sobre o presidente Getúlio Vargas em minha próxima postagem.

Os nazistas também não fogem dessa onda de propagandas, muito pelo contrário, a propaganda era a lama dos nazistas. O Ministro da Propaganda, o "Sr. Goebbles" incentivava produções que discriminassem várias minorias étnicas, principalamente judeus e comunistas, vistos como culpados pelas crises em que a Alemnha havia passado.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Jango, o "monstro" que ameaça a estabilidade da ditadura.


O título acima traduz a visão dos militares sobre esse político.
Vivendo no Uruguai e até articulando uma possível invasão ao Brasil, Jango estava bastante triste só por pensar que morreria sem rever seu país. Um outro motivo que lhe colocara medo seria a perseguição da Operação Condor. Essa operação era uma aliança entre países sul-americanos onde havia ditadura. Tinha oi objetivo de reprimir, fiscalizar exilados e trocar informações. Os países que faziam parte dela eram Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai e Paraguai. Cerca de 140 pessoas foram envolvidas, das quais 13 eram brasileiras, o ex-presidente João Figueiredo (é isso mesmo! Aquele cara que recebeu a "morgada" da menininha em nossa primeira matéria) estava entre eles.
Vários funcionários de hotéis em que Jango se hospedava corriam quando o mesmo ligava o carro, temendo uma explosão. A questão é: teria sido ele vítima da Operação Condor? O fato dele ameaçar a estabilidade da ditadura pode ter feito o General Ernesto Geisel (foto) encomendar sua morte. Mas, seus três infartos e seu mau hábito de fumar e beber mesmo sem autorização médica dizem outra coisa.
Seu filho, João Vicente, acredita que seu pai foi envenenado ao invés de sofrer atque cardíaco, como alega seu atestado de óbito. Ele até aponta um possível culpado: o presidiário Mário Neira Barreto, 54 anos, detido desde 2003 no Rio Grande do Sul. Este criminoso, preso por assalto a banco e tráfico de armas ^vigiava o ex-presidente, 24 horas por dia, desde 1973 até sua morte.
O presidente deixará muita saudade por ter sido um dos poucos que lutou pelos direitos do trabalhador!

Curiosidades: até os genes estão envolvidos na política!


Além de relações no ambiente político, Jango também tinha intimidade com alguns políticos no "campo sanguíneo".
Quando era Ministro do Trabalho, Jango namorava a irmã de seu aliado Leonel Brizola, Maria Thereza, que tinha apenas 14 anos. E as associações não param por aí! Maria Thereza tinha uma tia casada com um irmão de Getúlio, chamado de Spartaco. Em suma, o parentesco fortalecia ainda mais a aliança entre esses políticos.
Na foto do lado esquerdo vemos o neto de João Goulart, Christopher Goulart, 23 anos, que será candidato a vereador pelo PDT em Porto Alegre nesse ano. No lado direito da foto vemos ele sendo segurado pelo avô que morreu em dezembro de 1976, ano de nascimento de seu neto.

Curiosidades: Frente Ampla.



Mesmo deposto e em exílio, Jango ainda ameaçava a ditadura no Brasil. Uma grande curiosidade que levanto aqui é sobre as voltas que a política dá. O jornalista Carlos Lacerda e o ex-presidente Juscelino Kubitschek (respectivamente, nas fotos) participavam com Jango de um movimento que lutava pela redemocratização do país: a Frente Ampla.
Quando citei as "voltas" dadas na política, estava querendo me referir a situação dessas três personalidades há um tempo atrás. Carlos Lacerda havia sido o responsável indireto pelo suicídio de Getúlio Vargas(o qual comentarei em outras postagens), muito próximo de Jango. Já o fundador de Brasília, Juscelino, declarou ter torcido para que Jango fosse deposto. Estavam juntos pela situação na qual atravessava o país, depois se rivalizariam. Os três morreram entre 1976 e 1977. Coincidência, não?
O mesmo acontece no caso Lula-FHC, durante a ditadura, é possível ver fotos dos dois unidos mas, depois, é cada um do seu lado (ou, como diz a música, cada um no seu quadrado). Hoje em dia, ainda é fácil ver políticos de partidos diferentes se unindo em pelo menos uma causa: aumento salarial! Isso sim, agora quando falamos em erradicação do analfabetismo, reforma agrária, reforma tributária, partidária e judicial, que é bom, acaba sendo deixado como promessa para as próximas eleições.